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o meu laboratório

No tubo de ensaio estão as minhas experiências e emoções. Da reflexão, aprendizagem e partilha, nascerá a fórmula da minha realização.

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No tubo de ensaio estão as minhas experiências e emoções. Da reflexão, aprendizagem e partilha, nascerá a fórmula da minha realização.

Mulheres com super poderes

12.10.21

Ontem acabei as cinco temporadas duma série muito engraçada no Netflix, mais uma boa recomendação do Twitter.

Supermães é leve e divertida, uma óptima distracção para 20 minutos de pausa. Foi a minha companhia nas últimas semanas, à hora do almoço ou ao fim do dia, depois de um turno mais exigente, a precisar de uns minutos de descanso.

Escrevo sobre esta série porque apesar de "leve", pôs-me muitas vezes a reflectir sobre a vida e a maturidade. Com muita inteligência e humor, retrata uma série de experiência que fazem parte do crescimento de muitas mulheres, sobretudo após serem mães.

Vi as peripécias destas mulheres e revi-me inúmeras vezes em situações da minha vida (algumas delas nada divertidas quando passadas na primeira pessoa) e tantas outras que não sendo pessoais, são facilmente reconhecíveis no contexto da vida de uma mulher actual - seja ela urbana ou rural, solteira ou casada, mãe ou filha...

"A brincar, a brincar, se dizem as verdades" é um bom ditado para esta série. São muitas as situações em largamos umas belas gargalhadas, mesmo quando uma das personagens passa pelos maiores apuros ou comete erros crassos. E se, por acaso, já passámos por alguma dessas situações, o riso é nervoso :)

Sendo uma sátira, é também uma homenagem às Mulheres. Às guerreiras, às conservadoras, às workaholic, às timidas, às (des)organizadas, às obstinadas, às indecisas... às Mulheres, independentemente da sua forma ou feitio.

Sem grande surpresa, a minha personagem favorita é a Kate, mulher frontal, descomplicada e apaixonada pelo trabalho. Anda sempre a mil, em busca da realização, e quando confrontada com os infortúnios da vida - como a perda de um pai ou uma separação - opta sempre por se focar no trabalho e adoptar uma postura "operacional", em vez de parar e olhar para a dor que a consome. 

Tal como a Kate, a certa altura da minha vida, enebrei-me pelo "sucesso" e coloquei os desafios profissionais na primeira linha das minhas prioridades. Troquei os pés pelas mãos e paguei caro, mesmo quando insistia em não o reconhecer. Tantas noites sem dormir tinham sido evitáveis, mas tive de as passar em branco para aprender a lição e crescer.

A Kate, a Anne, a Frankie, a Jenny e a Val são figuras de ficção. São também um bom retrato das super-mulheres que populam o mundo, com os seus poderes de esposas, mães, filhas, profissionais, lutando todos os dias num mundo desigual.

Nós, as mulheres reais, também somos Super-Mulheres, mas por vezes esqueçemos-nos disso. Esta série é óptima para nos relembrar dos nossos super poderes e como cada fase da nossa vida nos apresenta diferentes kryptonites para nos quebrar.

A todas as Mulheres, um bem haja!

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